visitantes

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Repúdio a "Quem somos nós?"!

Creio que a marioria de vcs já devem ter visto esse filme, mas eu o ví semana passada e não pude deixar de manifestar o meu repúdio a este filme, um drama/pseudo-documentário que infelizmente está sendo levado a sério pelo público ingorante à ciência e até mesmo por algumas universidades.
Logo no início eles alegam que a ciência diz que estamos a sós no universo, apenas isto já não é verdade pois a ciência admite sim a possibilidade de haver vida (até mesmo inteligente) em outros planetas (vide Cosmos, de Carl Sagan).

Durante o filme percebe-se que os nomes e as profissões dos debatedores não são revelados, criando um clima duvidoso a cerca da capacitação dos mesmos em discutir assuntos como neurociências, física, mecânica quântica e medicina. Em um documentário sério os nomes e as especialidades são revelados logo de início!

Existe também a estória de uma fotógrafa muda, cheia de efeitos computacionais que colaboram com as opiniões dos debatedores, mas as evidências (que é bom) não são mostradas e as poucas que aparecem, como o dos cristais de gelo que configuram-se de maneira diferente por mensagens de amor ou ódio, são no mínimo duvidosas e não foram reproduzidas por nenhum outro laboratório.

Eles sempre caem no equívoco de dizer que as teorias da Mecânica Quântica (MQ) servem para o mundo macroscópico em que vivemos. Na verdade, da mesma maneira que a Física Newtoniana não serve para a mecânica das partículas, a MQ também não serve para uma maçã, por exemplo, pois sempre que esta é solta de uma altura de 2m sempre (SEMPRE!) cairá no chão, demonstrando que o mundo macroscópico é plenamente determinado.

Forçadamente eles concluem que o fato de as partículas sub-atômicas apresentarem uma mecânica não-determinada elas possuem consciência, uma conclusão apressada e infantil, pois uma simples mudança de trajetória não significa que elas tenham vontade própria. Inclusive um personagem animado que tenta representar um Superego, um "eu ideal" moralmente correto, "Capitão Quantum" é utilizado para persuadir as mentes mais fracas, como as das crianças.

A partir daí, concluiram também que as "partículas conscientes" estariam a nosso serviço pois poderiam realizar tudo o que desejássemos, nesse momento me retirei do local de exibição do filme porque, sinceramente, poderia ser prejudicial a minha razão.

Daí, lendo algumas críticas na internet, percebí que o objetivo do filme era puramente fazer o marketing de uma seita religiosa de uma dona-de-casa alucinada, que diz conversar com a alma de guerreiro de 35.000 anos atrás, forçosamente querendo obter caráter científico para isto.

Eu repudio a "Quem Somos Nós?"!

Nenhum comentário: