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domingo, 19 de outubro de 2008

Sobre o caso Eloá Cristina

É preciso separar o que são especulações do que são os fatos ao analisar o que ocorreu no caso da menina mentida como refém de seu ex-namorado.

Primeiro: qual foi o motivo da separação dos dois? Será que ela deixou ele porque gostou de outra pessoa? Será que ela realmente gostava dele?
Talvez o rapaz devesse ter em mente que vivemos num país erotizado, os jovens são compelidos e se relacionarem cedo e com mais de um parceiro. É aquela história do "ficar" e quem não "fica" é "careta", "brega" e todos os demais apelidos que surgem disso. Portanto, talvez a menina sentiu esta "pressão" e acabou terminando o namoro.

Segundo: ele tinha 22 anos e tinha apenas o Ensino Fundamental incompleto. Na sociedade em que vivemos hoje, que exige mais instrução educacional que no passado, os que possuem baixa escolaridade não conseguem emprego no mercado de trabalho. Por que razão ele não terminou os estudos? Será que é porque ele tem algum problema neurológico? Um problema até psiquiátrico? Dizem que ele era trabalhador, mas ser trabalhador não quer dizer nada. Hitler também era "trabalhador" e comandou um dos mais perversos genocídios da história da humanidade.

Terceiro: ele disse que tinha um "anjinho" e um "diabinho" que falavam no ouvido dele e pelo jeito como ele falou nas gravações de rádio da polícia, parecia que ele não estava usando a linguagem metafórica. Ele parecia que estava delirando.

Quarto: pelo que eu vi, a família de ambos pouco se pronunciaram em relação a todos os acontecimentos. Por qual razão?

A mídia faz um grande sensacionalismo e apelo emocional aos espectadores, mas será que os dois não tinham problemas psicológicos e viviam de ilusão, como uma fantasia de conto de fadas, e, quando esta ilusão foi quebrada por uma das partes, as consequências foram tão irracionais quanto as estórias dos contos?

Na minha opinião, para que estes casos venham a ser definitivamente interrompidos é preciso que a população tenha consciência de como identificar pessoas que potencialmente tenham uma personalidade violenta e buscar o auxílio da psicologia, da psiquiatria, neurologia e, se necessário, até a ajuda policial.

Não queremos mais que este caso se repita.

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