
Toda competição é injusta. As competições entre atletas esportivos, de todos os jogos e olimpíadas (até xadrez e damas!). As competições em provas de concursos, vestibulares, cursos, trabalhos, gincanas. As competições do reino animais. As competições pelo futuro namorado ou namorada, todas!
Nenhum tipo de competição escapa da injustiça por um claro e evidente motivo: nenhum de nós está nas mesmas condições de igualdade. Não temos o mesmo DNA, não vivemos num mesmo espaço (até porque dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço), não temos a mesma idade, sofremos variações diferentes de temperatura e pressão, alguns são acometidos por doenças, problemas de memória, de locomoção, etc, e por malefícios e/ou benefícios provocados pela imprevisibilidade da natureza.
Em função de tudo isto, não há o que se comemorar em uma vitória, ninguém merece a medalha de ouro, a vaga na universidade, a vaga no trabalho, etc, porque numa competição verdadeiramente justa, dois indivíduos deveriam ter o mesmo código genético, mesma aparência física, mesma idade, estar num mesmo ambiente e sofrer da mesma sorte da natureza.
Portanto, provas e demais tipos de competições NÃO SÃO CRITÉRIOS JUSTOS para determinar cargos e posições em rankings, porque se todos tivessem a mesma BIOLOGIA de formato e de funcionamento do organismo, todos chegariam em primeiro lugar. Deve-se, portanto, e invariavelmente, avaliar o organismo do indivíduo e, através de biotecnologias, tornar-lo apto a realizar determinado objetivo.
Abolir as provas e demais critérios não-biológicos de avaliação individual deve ser o caminho a ser seguido pela humanidade.
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